Imersão no Vale do Silício? Ahhh tem!
Quero contar um pouco sobre o Dia 1 aqui, no coração de onde tudo começou. Ontem foi um desses dias que você vai querer guardar na memória por muito tempo. Estou em Palo Alto com a turma do MBA da Link School, numa imersão que tem uma proposta muito clara: entender o Vale do Silício não como mito, mas como ecossistema — e trazer isso de volta na mochila como forma de pensar e agir.
Pela Manhã: de onde veio tudo isso O Juliano Murlick nos trouxe a lente histórica que faltava. O Vale do Silício não foi um acidente. Foi o resultado de mais de 170 anos de combinação certeira: corrida do ouro, ferrovia, Stanford, uma lei de não-concorrência diferente de tudo que existia no resto dos EUA, cultura de tolerância ao fracasso e dinheiro de risco disposto a apostar no impossível. Cada peça chegou na hora certa. Não é à toa que daqui saíram HP, Intel, Apple, Google, Facebook, Salesforce — e agora a nova onda de IA. (valeu Juliano... bom demais estar contigo durante o dia - e até a noite rs)
De tarde: o Google que muita gente ainda não viu Nosso segundo momento, foi com a Corinthiana a Isabella Canazza que virou alguns conceitos de cabeça para baixo (inclusive sobre a paixão dela sobre o timão rs). Num momento em que todo mundo fala que o ChatGPT vai matar o Google, a ação da Alphabet quase dobrou em um ano e meio. Por quê? Infraestrutura real, acesso à informação com contexto que nenhum concorrente tem — Gmail, Drive, YouTube, Android — e confiança do mercado. E o mais instigante: a busca está mudando de SEO para DEO (Discovery Engine Optimization). Não adianta mais só rankear — é preciso ser encontrado e recomendado pela IA. - Isa, que topson estar contigo.
E entre um momento e outro? ahhhh visitamos a garagem da HP e também a garagem onde Wozniak e Steve Jobs montaram o Apple I. (fotão aqui viu rs)
No berço oficial do Vale do Silício. Andamos pela University Avenue, onde prédios aparentemente simples sediaram Google, Facebook, Salesforce e outras empresas que mudaram o mundo. Almoçamos ali mesmo, naquela rua carregada de história.
À noite, jantamos no Buck's Restaurant, em Woodside — um lugar que parece cenário de filme, mas é real: ali aconteceram reuniões que financiaram Google, Netscape e parte do que conhecemos como Silicon Valley. A decoração é um museu de excentricidades (vai de sistema de computador à pele de cobra) e a energia do lugar diz tudo sobre a mentalidade daqui. (mandei aquele burger que eu curto)
O dia fechou com muita troca aqui no Lodge da LINK — porque no fim, aprendizado verdadeiro também acontece nas conversas de corredor. A semana só começou. Mas já posso dizer: tem uma diferença entre ler sobre inovação e pisar no chão onde ela foi inventada.
Texto de Alexandre Passarelli, originalmente publicado no LinkedIn em 02.06.2026. Publicação original ↗




